rumo à Antártica

Vencedoras do concurso "O Brasil na Antártica" relatam suas experiências na viagem rumo à Antártica.

ENFIM ANTÁRTICA: A breve mas intensa realização de um sonho

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Hoje vivemos as 2 horas mais incríveis que eu poderia ter sonhado. Assim que as portas do C-130 finalmente se abriram sobre a ilha Rei George, e cravamos a sola das nossas botas no gelo, subiu em nós o sentimento de “missão cumprida”. Em 10, 20 ou não sei quantos minutos, estávamos os 4 alunos em um helicóptero chileno sobrevoando a ilha em direção a base brasileira.

Ficar pouco tempo em um lugar que sonhávamos conhecer é difícil, mas os nossos 15 minutos (sem acréscimos) foram tempo suficiente para fazer um breve tour, conhecer alguns militares, desejar a eles um bom inverno e deixar uma pequena contribuição de um “Ferias na Antartica” para a biblioteca em construção da base provisória.  Enquanto isso, nossos professores visitavam a Base Frei (chilena) e  andavam ao lado de pinguins papua e observavam sua natação na água cristalina, que só pudemos ver na apresentação das fotos no vôo de volta para Punta Arenas, em que ninguém tinha a menor vontade de dormir ou tirar o sorriso do rosto.

 Só posso dizer que estar nessas duas horas em solo antártico foi o suficiente para encher de alegria nossos corações e mentes, e fazer gritar em nossas almas o desespero pelo voltar. Quem sabe no próximo verão, ou nunca mais, mas poder ver e sentir esse lado da Antártica com os próprios olhos em um dia de sol e pouco vento, e na companhia somente de pessoas incríveis, e cada vez mais amadas, era tudo que eu poderia pedir depois que o medo de nunca pousar passou a dominar nossas mais profundas esperanças.

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