rumo à Antártica

Vencedoras do concurso "O Brasil na Antártica" relatam suas experiências na viagem rumo à Antártica.


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visita aos meios navais 3: Navio-aeródromo São Paulo

Um navio-aeródromo é um porta-aviões. O São Paulo é o único da América Latina. O maior navio da frota brasileira tem 266 metros de comprimento, 51.2 metros de largura e pode transportar 2300 tripulantes. É o extremo oposto do submarino, onde tudo é compacto.

Almoçamos na praça de armas com o comandante e depois circulamos por parte dos 16 andares do imenso navio aprendendo um pouco sobre sua operação e também algumas curiosidades. Por exemplo: em caso de operação que envolva o São Paulo, ele será o navio capitâneo, ou seja, aquele que terá a bordo o almirante que estiver comandando a operação.

O São Paulo foi comprado da França em 2000, quando esse país fez a troca por um porta-aviões nuclear (e então voltamos ao ponto do nuclear versus diesel, já discutido no post anterior). Pode consumir até 300 mil litros de diesel por dia! O diesel é usado para aquecer uma caldeira e o vapor d’água liberado é que movimenta os diversos mecanismos do navio.

Como tudo nesse navio é superlativo, o melhor jeito de compartilhar um pouco de nossas impressões é mostrando alguns detalhes dos 16 andares que o compõem. Não sem antes destacar que no final da visita fomos agradavelmente surpreendidos com um presente: cada um de nós recebeu uma foto do grupo na pista de pouso e o grupo recebeu um DVD com registros da nossa visita e alguns vídeos da operação regular do navio. O setor de comunicações do São Paulo acompanha a grandiosidade do restante da embarcação!

visão a partir do periscópio

visão a partir do periscópio

na cabine de comando

equipamento na cabine de comando

no timão

no timão

a partir da pista de pouso e decolagem, vista da Ilha da Enxada, onde se formam os oficiais da Marinha

a partir da pista de pouso e decolagem, vista da Ilha da Enxada, onde se formam os oficiais da Marinha

visão a partir da cabine de comando

visão a partir da cabine de comando

do outro lado da pista de pouso e decolagem

do outro lado da pista de pouso e decolagem

hangar

hangar

hangar

hangar

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visão da cabine de comando

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visita aos meios navais 2: Submarino Tapajó

Retornamos ao Rio de Janeiro para visitar o Arsenal de Marinha, que fica situado em uma ilha próxima à Praça Mauá. Lá, primeiramente visitamos o terceiro submarino construído no Brasil, o Tapajó.

Fiquei curiosa a respeito da nomeação das embarcações e então soube que isso é uma decisão do almirantado e refere-se a uma localização geográfica (como é o caso do submarino Tapajó, que se refere ao rio), a alguma figura importante da marinha (como é o caso da fragata Rademaker, que se refere ao almirante de mesmo nome que foi vice do presidente Costa e Silva), ou a algo marcante na história da Marinha (como é o caso do porta-aviões São Paulo, tema do próximo post, que foi nomeado em homenagem ao encouraçado São Paulo).
Para um leigo, o que mais impressiona num submarino é a grande compactação. Cada centímetro da embarcação está ocupado com algo. O teto é baixo e os corredores são estreitos. Há tubos, válvulas e interruptores por toda parte. Os locais de refeições seguem o mesmo esquema de aperto e as camas empilhadas lembram os beliches dos sete anões da Branca de Neve.

tapajo-comando tapajo-aperto

A principal função de um submarino é o ataque torpédico – o Tapajó possui 3 torpedos. Como atividades secundárias, também pode atuar no lançamento de minas ou na investigação via fotos periscópicas.

A propulsão do Tapajó é diesel-elétrica, ou seja, o diesel é usado para alimentar baterias que acionam a parte elétrica. Há um sistema chamado snorkel que, como o do equipamento de mergulho, é um longo tubo que recebe ar; nesse caso, o ar é para combustão do motor. Quando precisa reabastecer de ar, o submarino fica a uma profundidade de 15 m, suficiente para essa entrada de ar. E a descarga desse ar embaixo d’água é por difusores, garantindo a não detecção do submarino por formação de bolhas.

Passar despercebido é fundamental para um submarino. Curiosamente, essa parece ser a única desvantagem dos submarinos nucleares, já que o reator emite certo ruído. Mas foram bem destacadas na nossa visita as vantagens de um submarino nuclear: como é o reator que fornece energia para a movimentação, a autonomia é muito maior. Na verdade, o único fator limitante será a capacidade da tripulação de permanecer submersa por longo tempo – em países que usam submarinos nucleares costuma-se ficar por volta de 3 meses. Além disso, a propulsão do motor no submarino nuclear é muito mais forte, propiciando viagem a longas distâncias, que seria o ideal para um país de dimensões continentais como o Brasil, segundo nos relataram. Sem contar a não-emissão de gás carbônico para a atmosfera.