rumo à Antártica

Vencedoras do concurso "O Brasil na Antártica" relatam suas experiências na viagem rumo à Antártica.

visita aos meios navais 2: Submarino Tapajó

1 comentário

Retornamos ao Rio de Janeiro para visitar o Arsenal de Marinha, que fica situado em uma ilha próxima à Praça Mauá. Lá, primeiramente visitamos o terceiro submarino construído no Brasil, o Tapajó.

Fiquei curiosa a respeito da nomeação das embarcações e então soube que isso é uma decisão do almirantado e refere-se a uma localização geográfica (como é o caso do submarino Tapajó, que se refere ao rio), a alguma figura importante da marinha (como é o caso da fragata Rademaker, que se refere ao almirante de mesmo nome que foi vice do presidente Costa e Silva), ou a algo marcante na história da Marinha (como é o caso do porta-aviões São Paulo, tema do próximo post, que foi nomeado em homenagem ao encouraçado São Paulo).
Para um leigo, o que mais impressiona num submarino é a grande compactação. Cada centímetro da embarcação está ocupado com algo. O teto é baixo e os corredores são estreitos. Há tubos, válvulas e interruptores por toda parte. Os locais de refeições seguem o mesmo esquema de aperto e as camas empilhadas lembram os beliches dos sete anões da Branca de Neve.

tapajo-comando tapajo-aperto

A principal função de um submarino é o ataque torpédico – o Tapajó possui 3 torpedos. Como atividades secundárias, também pode atuar no lançamento de minas ou na investigação via fotos periscópicas.

A propulsão do Tapajó é diesel-elétrica, ou seja, o diesel é usado para alimentar baterias que acionam a parte elétrica. Há um sistema chamado snorkel que, como o do equipamento de mergulho, é um longo tubo que recebe ar; nesse caso, o ar é para combustão do motor. Quando precisa reabastecer de ar, o submarino fica a uma profundidade de 15 m, suficiente para essa entrada de ar. E a descarga desse ar embaixo d’água é por difusores, garantindo a não detecção do submarino por formação de bolhas.

Passar despercebido é fundamental para um submarino. Curiosamente, essa parece ser a única desvantagem dos submarinos nucleares, já que o reator emite certo ruído. Mas foram bem destacadas na nossa visita as vantagens de um submarino nuclear: como é o reator que fornece energia para a movimentação, a autonomia é muito maior. Na verdade, o único fator limitante será a capacidade da tripulação de permanecer submersa por longo tempo – em países que usam submarinos nucleares costuma-se ficar por volta de 3 meses. Além disso, a propulsão do motor no submarino nuclear é muito mais forte, propiciando viagem a longas distâncias, que seria o ideal para um país de dimensões continentais como o Brasil, segundo nos relataram. Sem contar a não-emissão de gás carbônico para a atmosfera.

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Autor: trnahas

Tatiana Nahas é bióloga com mestrado em Neurociências e especialização em Divulgação Científica. Seu interesse é a comunicação da ciência, tanto por meio do ensino, quanto via divulgação da ciência.

Um pensamento sobre “visita aos meios navais 2: Submarino Tapajó

  1. Mana, cada post que leio vejo que a viagem é interessante sob todos aspectos. Os post das embarcações estão ótimas e deu para conhece rum pouco mais sobre elas, mesmo porque antes tudo oq ue sabia eram nos jogos de batalha naval.

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